Dermatite Atópica: o velho e novo no tratamento.
Hoje, nosso papo é sobre a dermatite atópica, uma condição inflamatória crônica que é a doença de pele mais comum na infância (atingindo até 25% das crianças no mundo todo), mas que também afeta muitos adultos. Se você convive com aquela pele seca, manchas avermelhadas, erupções e uma coceira que parece não dar trégua, saiba que a ciência dermatológica tem novidades incríveis para você.
Na prática clínica moderna, utilizamos ferramentas como o SCORAD (Scoring Atopic Dermatitis) para avaliar com precisão a gravidade da doença. É muito importante lembrar que sintomas como o distúrbio de sono e as dificuldades sociais enfrentadas pelos pacientes são fatores neuroautonômicos muito bem determinados pela biologia do corpo, e de forma alguma devem ser confundidos com fatores psicológicos de um "eu imaginário". Beijo para os psicólogos de plantão. Shiva chegou. Digo: a ciência de verdade suplanta qualquer falsa filosofia.
A pele é tão real quanto agora e o raciocínio lógico do médico deve ser tão claro e reto quanto a postura de Shiva no Yoga. Gostaram, né?! Nada de “eu imaginágio”, chamar Jesus de arquétipo ou de chamar o Consciênte Universal de Inconsciente e o momento de vivência comum, que é inconsciente, de consciente. Eu que não vou desmentir o Buda. Não quero ouvir mais paciente meu dizendo que isso ou aquilo é psicológico. Senhores… Não existem causas psicológicas. Não vamos jogar trabalhos e trabalhos científicos sérios na lata de lixo para agradar o cara que não é médico mas atende de jaleco no hospital e quer ser chamado de doutor…
Vamos à ciência e à MEDICINA!
“Na prática clínica moderna, utilizamos ferramentas como o SCORAD (Scoring Atopic Dermatitis) para avaliar com precisão a gravidade da doença. É muito importante lembrar que sintomas como o distúrbio de sono e as dificuldades sociais enfrentadas pelos pacientes são fatores neuroautonômicos muito bem determinados pela biologia do corpo, e de forma alguma devem ser confundidos com fatores psicológicos de um "eu imaginário".” - Dr Fernando Henrique Canhoto Alves, Dermatologista (RQE 75178) Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD).
Quais são os tipos de Dermatite Atópica?
Na medicina atual, baseada nas diretrizes dermatológicas mais recentes, os "tipos" de dermatite atópica não ganham nomes complexos, mas são classificados principalmente pela faixa etária (pediátrica ou adulta) e pelo grau de gravidade (leve, moderada ou grave). Essa divisão é essencial porque a pele e a apresentação da doença em uma criança não se comportam exatamente da mesma maneira que em um adulto, exigindo cuidados sob medida.
“O panorama de tratamentos passou por uma verdadeira revolução nos últimos anos, oferecendo opções mais modernas, seguras e eficazes do que nunca.” - Dr Fernando Henrique Canhoto Alves, Dermatologista (RQE 75178) Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD).
A Revolução dos Tratamentos: O que há de mais moderno?
O panorama de tratamentos passou por uma verdadeira revolução nos últimos anos, oferecendo opções mais modernas, seguras e eficazes do que nunca. Esqueça os mitos de que dietas restritivas ou evitar banhos previnem a doença, pois a ciência já mostrou que isso não traz benefícios comprovados. A base do sucesso começa com o básico bem feito: banhos adequados seguidos do uso de bons hidratantes para reparar a barreira da pele.
“Mas as estrelas da nova geração são os inibidores de PDE-4 (como o crisaborol e o roflumilaste), os inovadores cremes inibidores de JAK (como o ruxolitinibe) e os agonistas do receptor AhR (tapinarofe), que reduzem a inflamação e a coceira de forma muito eficiente.” - Dr Fernando Henrique Canhoto Alves, Dermatologista (RQE 75178) Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD).
Quando a pele precisa de uma ajuda extra, as opções terapêuticas atuais são brilhantes:
Tratamentos Tópicos (Cremes e Pomadas):
Para controlar as crises, os corticosteroides tópicos e os inibidores de calcineurina (como tacrolimo e pimecrolimo) continuam sendo grandes aliados. Mas as estrelas da nova geração são os inibidores de PDE-4 (como o crisaborol e o roflumilaste), os inovadores cremes inibidores de JAK (como o ruxolitinibe) e os agonistas do receptor AhR (tapinarofe), que reduzem a inflamação e a coceira de forma muito eficiente.
Terapias Sistêmicas e Biológicas:
E se a condição for moderada a grave e os cremes não derem conta? A alta tecnologia médica entra em cena. Hoje, temos os medicamentos biológicos (anticorpos monoclonais como dupilumabe, traloquinumabe e lebriquizumabe), que agem direto no alvo da inflamação. Além deles, os revolucionários inibidores de JAK em comprimidos (como abrocitinibe, baricitinibe e upadacitinibe) oferecem um alívio rápido da coceira e uma melhora significativa da pele.
Diretrizes da AAD 2025/2026: Novo Paradigma no Manejo da Dermatite Atópica - Dr Fernando Henrique Canhoto Alves, Dermatologista (RQE 75178) Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD).
Um detalhe importantíssimo e que as diretrizes mais chiques da dermatologia deixam claro: o uso de corticosteroides sistêmicos (em comprimidos ou injeções) não é recomendado como tratamento padrão, devendo ser usado de forma extremamente restrita apenas para crises súbitas e curtas.
O mais importante é saber que a dermatite atópica tem controle e ninguém precisa sofrer com a coceira. Procure sempre um dermatologista para montar um plano terapêutico exclusivo e sob medida para as suas necessidades, e volte a brilhar na sua melhor versão! A cura é com Deus, o alívio e a melhora da pele com seguimento contínuo (porque volta, tá? - está nos GENES), é com o dermatologista. Até o próximo texto.

