Aos Pacientes: Urticária, Os Diferentes Tipos e Os Tratamentos
A pele é o nosso cartão de visitas e, quando algo sai do controle, é natural bater aquele pequeno desespero. Imagine estar se preparando para um evento especial e, de repente, notar manchas avermelhadas e inchadas que coçam muito e parecem "andar" pelo corpo. Isso é a urticária, uma condição dermatológica que, apesar de incômoda, tem solução e não precisa ser motivo de pânico.
Vamos desvendar os segredos dessa alteração de pele, para que você fique sempre radiante, informada e, claro, no controle da sua saúde.
“A urticária se manifesta por lesões na pele que costumam desaparecer em menos de 24 horas no mesmo local, sem deixar qualquer marca ou cicatriz. ” - Dr Fernando Henrique Canhoto Alves, Dermatologista (RQE 75178) Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD).
O que é a urticária?
A urticária se manifesta por lesões na pele que costumam desaparecer em menos de 24 horas no mesmo local, sem deixar qualquer marca ou cicatriz. Muitas vezes, ela vem muito bem acompanhada do chamado angioedema, que é um inchaço mais profundo, frequentemente notado nos lábios, nas pálpebras ou em outras áreas sensíveis.
“Atrito ou Pressão (Dermografismo): Roupas apertadas, alças de bolsas pesadas ou o simples ato de coçar a pele podem formar lesões com o formato exato da fricção.” - Dr Fernando Henrique Canhoto Alves, Dermatologista (RQE 75178) Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD).
O Fator Tempo: Aguda x Crônica
Na dermatologia, o tempo dita as regras do diagnóstico. Se a sua pele apresentar essas lesões por um período inferior a seis semanas, chamamos de urticária aguda. Ela tem resolução rápida e costuma ser uma reação pontual. No entanto, se o quadro persistir por mais de seis semanas, com episódios que te visitam quase todos os dias, estamos diante da urticária crônica.
“Além desses estímulos físicos, sabemos que alimentos, alérgenos, infecções virais e certos medicamentos (como os anti-inflamatórios clássicos) são velhos conhecidos por desencadear ou agravar fortemente os quadros de urticária.” - Dr Fernando Henrique Canhoto Alves, Dermatologista (RQE 75178) Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD).
Quais são os tipos de urticária?
Cada pele conta uma história única, e a urticária tem diferentes formas de se apresentar ao mundo. Ela se divide basicamente em dois grandes grupos:
Urticária Crônica Espontânea:
Aquela que aparece de forma totalmente imprevisível, sem um estímulo externo aparente (embora possa estar ligada a fatores do próprio sistema imunológico).
Urticária Induzida (ou Desencadeada):
Aqui, o corpo reage a gatilhos físicos bem específicos. Sabia que até a sua rotina de beleza e exercícios pode estar envolvida?
Veja os principais desencadeantes:
Frio ou Calor: As mudanças bruscas de temperatura, seja um vento gelado ou um banho muito quente, podem ativar as lesões.
Água (Aquagênica): Um tipo raríssimo, em que o simples contato com a água provoca as placas.
Exercício Físico (Colinérgica): O aumento da temperatura corporal e o suor daquele treino intenso podem estimular o aparecimento das marcas.
Sol (Solar): A luz radiante, inclusive os raios UV, também pode ser um gatilho para as peles mais sensíveis.
Atrito ou Pressão (Dermografismo): Roupas apertadas, alças de bolsas pesadas ou o simples ato de coçar a pele podem formar lesões com o formato exato da fricção.
Além desses estímulos físicos, sabemos que alimentos, alérgenos, infecções virais e certos medicamentos (como os anti-inflamatórios clássicos) são velhos conhecidos por desencadear ou agravar fortemente os quadros de urticária.
“Guia de Manejo da Urticária Crônica Espontânea (UCE)” - Dr Fernando Henrique Canhoto Alves, Dermatologista (RQE 75178) Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD).
Tratamentos: dos clássicos aos mais atuais
A boa notícia é que o objetivo da medicina atual é o controle absoluto dos sintomas: zero lesões e qualidade de vida plena. O arsenal terapêutico evoluiu e traz boas novidades:
Os Clássicos:
Os queridinhos dos dermatologistas são os anti-histamínicos (antialérgicos) de segunda geração, que não causam aquela sonolência indesejada e devem ser tomados regularmente para prevenir as lesões. A grande tendência atual é que, se a pele for mais rebelde, a dose desses medicamentos seguros pode ser aumentada pelo seu médico em até quatro vezes, uma manobra extremamente eficaz e recomendada pelas diretrizes mundiais.
Os Biológicos:
Para aquelas urticárias que resistem aos tratamentos clássicos, a medicina traz a sofisticação do omalizumabe. Trata-se de um moderno anticorpo monoclonal aplicado via injeção que atua direto na raiz do problema, oferecendo excelente segurança e uma melhora espetacular na pele.
Imunossupressores:
Em casos excepcionais e mais difíceis, medicamentos como a ciclosporina entram em cena como aliados poderosos para acalmar o sistema imune.
Corticosteróides:
Eles são usados apenas como "bombeiros" em resgates rápidos (durante poucos dias) de crises muito intensas, não sendo recomendados para a rotina de longo prazo.
“E, claro, a recomendação de ouro da elegância e do cuidado: conhecer o seu corpo e evitar, sempre que possível, os gatilhos que irritam a sua pele (como certos remédios ou atritos).” - Dr Fernando Henrique Canhoto Alves, Dermatologista (RQE 75178) Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD).
E, claro, a recomendação de ouro da elegância e do cuidado: conhecer o seu corpo e evitar, sempre que possível, os gatilhos que irritam a sua pele (como certos remédios ou atritos).
Lembre-se de que a automedicação feita pelo paciente leigo em Medicina está fora de moda. Consultar o seu médico dermatologista é o passo mais chic e essencial para garantir um tratamento sob medida, mantendo o seu bem-estar sempre em alta!

